Por, Tânia Coelho dos Santos

O que é Sephora ?

O que é SEPHORA? É o nome da mulher de Moisés, um significante sonoro que extraí de uma passagem poética do seminário 10 de Lacan sobre o Êxodo. Não tem sentido, aponta o Real da pulsão, uma estrutura que se funda no corte, que é esta vontade de recomeço com novos custos. Constituí o Núcleo Sephora de Pesquisa sobre o Moderno e o Contemporâneo em 1999, dez anos depois que entrei no Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica. Em 2003, o Núcleo tornou-se uma Associação Civil sem fins lucrativos e, em 2010, finalmente, surgiu o Instituto Sephora de Ensino e Pesquisa de Orientação Lacaniana. São 22 anos de pesquisa na pós-graduação com financiamento da FAPERJ, do CNPq e da Capes. Deste percurso resultou um grupo coeso que se dedica ao ensino, à transmissão, à pesquisa e à clínica psicanalítica. O significante SEPHORA talvez seja apenas um sinthoma cujo destino é repetir o mesmo êxodo que levou Moisés rumo à terra prometida.




Revista

a SEPHallus

A cada número de aSEphallus costumo me surpreender, pois sempre encontro um fio que parece permitir uma conversa entre os artigos encaminhados por autores que não se conhecem e nem trabalham necessariamente juntos. É interessante perceber como se formam territórios de reflexão em teoria psicanalítica, clínica e política. Neste número a referência ao campo do gozo e seus dejetos me pareceu costurar os artigos casualmente reunidos nele. Alessandra Thomaz Rocha e Jésus Santiago trazem um artigo excelente acerca da “A heterologia em Georges Bataille: da despesa ao gozo”. Partem da noção batailleana de despesa buscando explicitar a dimensão fundamental que esta representa em seu sistema de pensamento. Ressaltam a relação íntima com a dimensão do gozo, tal como Lacan a desenvolve. Apontam que Bataille foi pioneiro ao construir uma teoria dos dejetos a partir da noção de despesa e consequentemente com a noção de gozo, que ele chamará de sua heterologia, ou “ciência do heterogêneo”. Busca-se mostrar como o referido autor, ao apresentar-se como o mais importante crítico do movimento surrealista, soube se posicionar de forma ousada e corajosa ao desenvolver uma teoria subversiva, que fazia dos excrementos um valor de uso. Além disso, como constrói um sistema de pensamento baseado na ideia de abjeção, como uma política de salvação pelos dejetos. .

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